Colecionador possui mais de 1 milhão de selos

O site G1 fez uma reportagem muito legal com um colecionador de Sorocaba que possui mais de 1 milhão de selos.

O fotógrafo Silvio Rosa Santos Martins, quando criança, via a dedicação do pai com os selos e decidiu ter sua própria coleção. A primeira aquisição foi 1976 e desde então virou um filatelista de carteirinha e especialista no assunto.

Hoje com 45 anos, sua coleção possui cerca de 1,4 milhão de selos e com exemplares raros, como o primeiro fabricado no Brasil, em 1843, chamado de Olho de Boi, e o selo em comemoração aos 300 anos de Sorocaba, com o rosto do fundador Baltazar Fernandes estampado, de 1954. Diferentemente do pai, que preferia selos com obras de grandes nomes da arte - como Leonardo Da Vinci e Pierre-Auguste Renoir -, Silvio adquire selos de todo o mundo.

Todos foram catalogados e separados em 100 pastas. O selo raro que custou mais caro foi adquirido por R$ 1 mil e retrata os 50 anos da Semana de Arte Moderna, em 1922. Em contrapartida, o item que marca o primeiro campeonato mundial de Ayrton Senna, de 1988, foi encontrado por R$ 50 e também é considerado raro.

Segundo Silvio, não basta apenas colecionar, é necessário que os objetos permaneçam os mais originais possíveis, já que muitos sofrem com a ação do tempo. Quanto mais preservado, mais o selo pode valer no mercado de filatelistas.

Para conseguir os selos, o colecionador conta que é uma verdadeira troca de figurinhas. Além das negociações feitas diretamente com outros colecionadores, o fotógrafo conta que também ia até as agências dos Correios e casas de filatelistas em São Paulo, atrás de novos exemplares.

Entre suas preciosidades, Silvio faz questão de destacar o selo metálico do vaticano, que adquiriu há cerca de oito anos, além do exemplar em pano dos 100 anos do Esporte Clube Paulista Corinthians.

O colecionador já abriu o acervo diversas vezes para participar de campeonatos nacionais e internacionais, e faz questão de exibir os troféus conquistados ao longo dos 41 anos de hobby.

Para participar dos campeonatos, Silvio conta que é importante o selo ser autêntico, pois algumas pessoas tentam burlar as regras com itens falsos, por exemplo, e são automaticamente desclassificados.

Com os selos, o colecionador teve a oportunidade de conhecer países como Portugal, Argentina, Espanha, França e Chile.

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