Numismática│25 anos do Plano Real com direito a moeda comemorativa

Os brasileiros com mais de 40 anos têm fácil memória das estratégias das famílias para mitigar os efeitos da hiperinflação sobre a renda nos anos 1980 e 1990.  Era ida atrás de promoções e remarcações de preços constantes nos supermercados. Quem quisesse fugir dessas remarcações a solução era o estoque de alimentos e outros produtos.

Com a criação do Plano Real aconteceu a tão sonhada estabilidade financeira da moeda brasileira. De acordo com o site do Banco Central, o plano desenvolveu-se em três fases a partir do segundo semestre de 1993. Antes de a moeda entrar em circulação, houve um esforço de ajuste fiscal, com destaque para a criação do Fundo Social de Emergência (FSE), concebido para aumentar a arrecadação tributária e a flexibilidade da gestão orçamentária em 1994 e 1995.

A segunda etapa, iniciada com Medida Provisória nº 434, assinada pelo então presidente Itamar Franco em 27 de fevereiro de 1994, estabeleceu a utilização de uma moeda escritural, a citada Unidade Real de Valor (URV), que serviu como uma ponte para conversão monetária entre o cruzeiro que deixaria de existir para o real que entraria em circulação quatro meses depois. 

Na última fase, iniciada há exatos 25 anos, finalmente se introduziu o real. O novo padrão monetário implicou a necessidade de rápida e abrangente disponibilização do novo meio circulante a partir de 1º. julho de 1994, registra página eletrônica do BC.

A população teve que ser convencida que a moeda que entrou em circulação em 1º de julho de 1994, o real, não era mais uma tentativa fadada ao fracasso para estabilizar a economia, como ocorreu em seis planos emergenciais anteriores: Cruzado 1 (fevereiro de 1986); Cruzado 2 (novembro de 1986); Bresser (junho de 1987); Verão (janeiro de 1989); Collor 1 (março de 1990) e Collor 2 (janeiro de 1991). A comunicação foi um ponto chave para que o Plano Real, implementado em etapas, fosse assimilado e tivesse engajamento.

Para celebrar os 25 anos do Plano Real, o Banco Central divulgou no ultimo dia 28 de agosto  imagens da moeda comemorativa de R$ 1. O novo modelo traz de um lado a imagem de um beija-flor alimentando filhotes no ninho. A ave aparecia nas cédulas de R$ 1 que circularam entre 1994 e 2005, durante a chamada primeira família de notas da moeda. O lado reverso é o mesmo das moedas tradicionais.

O lançamento fez parte da programação da exposição "Estabilidade Real", no Museu de Valores, localizado no edifício-sede do Banco Central, em Brasília. 
Serão cunhados 25 milhões de moedas comemorativas de R$ 1, que entrarão em circulação por intermédio da rede bancária.

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