Saúde Mental│Inteligência Emocional: Treinando sua mente

Termo muito usado nas práticas psicológicas, a inteligência emocional é a capacidade que um indivíduo tem de compreender e gerenciar as próprias emoções e também de aprender a lidar com as emoções e sentimentos das pessoas ao seu redor, tendo como objetivo alcançar resultados positivos, não só na vida pessoal, como também na profissional. 

No trabalho, na escola, na faculdade, em casa ou em qualquer lugar, é preciso lidar frequentemente com as pessoas, suas culturas, suas formas de pensar, suas atitudes etc. Além disso, precisamos gerenciar a nós mesmos e às cobranças internas ou externas. Pode ser desenvolvida em todas essas situações, ou seja, nas diferentes áreas da nossa vida. 

Saber gerir as próprias emoções é muito importante para qualquer profissional, pois assim este saberá o que realmente está sentindo, será capaz de entender o significado de cada emoção e como elas podem afetar o seu desempenho e também a dos outros. Além disso, o desenvolvimento da inteligência emocional irá facilitar a percepção, por parte de qualquer tipo de indivíduo, do comportamento das pessoas com que ele trabalha e também com as quais se relaciona de uma maneira geral. 

Importância para desenvolvimento pessoal e de carreira: 
  • Desenvolvimento do indivíduo para sua maior performance; 
  • Capacidade de autogestão; 
  • Direcionamento coerente e válido; 
  • Capacidade para ordenar escolhas cotidianas com valores e objetivos; 
  • Perceber perfis de Inteligência Emocional e habilidades.

Qual sua origem? 

Conceito de Inteligência Emocional foi definido academicamente pela primeira vez em 1990, pelos psicólogos e pesquisadores dos Estados Unidos, Peter Salovey e John D. Mayer, a partir do artigo “Emotional Intelligence”, publicado na revista Imagination, Cognition and Personality”. 

Já o psicólogo, escritor e Ph.D. de Harvard, Daniel Goleman, considerado o pai da Inteligência Emocional, foi responsável por ampliar e popularizar o conceito com o livro Inteligência Emocional, publicado em 1995. O livro se tornou best-seller mundial e fala da importância das emoções e como a capacidade para lidar com elas impactam o desenvolvimento humano. 

Porque usar a inteligência emocional é importante nas empresas? 

Com o ritmo cada vez mais rígidos nos processos corporativos e as mudanças que ocorrem de forma muito rápida, é essencial acompanhar este andamento com um quadro de profissionais capazes de se automotivar, manter o foco, que possuam flexibilidade e dinamismo. 

Por isso é grande o valor da Inteligência Emocional nas organizações e, mais do que nunca, headhunters (caçadores de talentos/ cabeças) buscam nos processos seletivos profissionais que sabem direcionar suas competências emocionais para atingir metas e resultados. 

A contratação de profissionais costuma ocorrer pelas suas competências intelectuais e técnicas, e as demissões giram em torno das dificuldades de relacionamento. 

Aplicando ferramentas da Inteligência Emocional, é possível avaliar a capacidade que um profissional tem para agir de maneira competente em relação às emoções, identificando sua capacidade de reconhecer as próprias emoções e as das outras pessoas. Essa característica é responsável por aumentar a empatia e eliminar falhas na comunicação que podem comprometer resultados. 

Afinal como desenvolver essas habilidades? 
  • Observe seu corpo, sua respiração e seu comportamento; 
  • Respire, medite, faça caminhadas ou outras atividades físicas, para controlar a ansiedade e impulsividade; 
  • Mantenha o autocontrole; 
  • Aprenda a trabalhar as emoções negativas como raiva, medo insegurança e tristeza, com paciência e pensamento positivo, tendo dificuldade procure intervenção médica e psicológica; 
  • Aumente sua autoconfiança, acreditando no seu potencial;
  • Não se culpe ou tenha medo de se expressar, com diálogos internos com você mesmo se sentira seguro para iniciar uma conversa com outros; 
  • Tenha sentimento de empatia, ou seja, se coloque no lugar do outro; 
  • Use a resiliência a seu favor (receber os impactos da rotina e ter a capacidade de absorvê-los, mantendo-se firme e focado, aprendendo com os próprios erros e lidando, de maneira inteligente, com os fatos); 
  • Pense antes de agir e formule uma reposta antes de falar; 
  • Conheça seus limites, até onde pode chegar sem se culpabilizar;
Colaboração de: Paola Alves Pinto
"Amar a psicologia é amar, escutar e ajudar pessoas, ter empatia, olhar atento e humano. Ser psicóloga é enxergar o outro lado sem julgamentos e preconceitos, assim estabelecendo confiança e respeito. É fazer sentido para outras vidas."   

Formada em Psicologia (CRP: 5/53273), Pós-Graduada em Gestão Estratégica de Pessoas e Pós-graduanda em Saúde Mental e Atenção Psicossocial

Contatos: Facebook: paola.alves.750 /  Instagram: @psipaolaalves /  Tel: 21 967276568

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